A Argentina, um dos maiores produtores mundiais de cereais e carne, sofre a pior seca das últimas décadas, com elevadas perdas de colheitas e animais e poucas perspectivas de alivio imediato.
O fenómeno afecta uma boa parte do país, mas concentra-se numa ampla franja que vai desde o centro-este ao nordeste do território argentino, incluindo parte de Buenos Aires e de Santa Fé, duas importantes províncias agropecuárias.
Campos com vegetação escassa ou amarelada, terra dura e gretada, e vacas magras ou mortas constituem o cenário nas áreas mais afectadas.
Segundo cálculos preliminares públicos e privados, as perdas devida à seca somam mais de US$500 milhões na agricultura e pecuária.
A falta de precipitações reduziu notoriamente a área de sementeira de trigo e milho.
Na pecuária houve uma redução de cerca de 700.000 cabeças de bovinos, cujo alimento é escasso ou nulo devido à escassez de água. Os criadores têm de vender os animais rapidamente, antes de os perder. Isto no só implica a perda de fêmeas para reprodução, o que no futuro pode fazer perigar a produção de carne e leite, como deprime os preços no mercado, por excesso de oferta.
Estes prejuízos económicos acrescem à perda de milhares de milhões de dólares já registados na produção agropecuária durante o conflito entre o sector e o governo, entre Março e Junho.
Fonte: Agroportal
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