A Argentina é o terceiro maior exportador mundial de soja e o maior fornecedor global de óleo, onde a área cultivada mais do que duplicou nos últimos dez anos, para além da actual colheita poder vir a ultrapassar as 50 milhões de toneladas.
Os agricultores argentinos, e mesmo contra a descida da cotação internacional da soja, continuam a apostar na cultura deste produto, o que, segundo uma análise da consultoria Panagricola, apesar da queda dos preços da soja« mesmo assim cultivar milho e outros produtos é muito mais caro, mais vulnerável a secas e mais arriscado».
A Panagricola prevê um aumento de sete por cento na área cultivada este ano na Argentina, atingindo 17,8 milhões de hectares, uma realidade que o Governo daquela país, com o objectivo de conter a área dedicada a cultura dirigidas á exportação, adoptou um novo imposto sobre a soja, ao mesmo tempo quer eduziu a carga tributária sobre o milho e o trigo, cereais que têm um maior impacto sobre a inflação.
No entanto, a nova política de impostos do Governo, após quatro meses de protestos rurais, acabou por ser cancelada, acabando a política agrícola do governo a valorizar a produção de soja, em detrimento do milho e do trigo.
No total, a Argentina apresentou um rendimento de 46,5 milhões de toneladas de soja na campanha de 2007/2008, numa área de 16,6 milhões de toneladas, com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos a elevar esta previsão da produção para 49,5 milhões de toneladas, diz a Reuters.
Fonte: Reuters e Confagri
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