O presidente da Agência para Portuguesa para o Investimento (API), Basílio Horta, afirmou hoje que a empresa norueguesa Strohl pretende investir 50 milhões de euros em Portugal na produção de linguado, reforçando a carteira de investimentos na aquicultura.
“A multinacional galega Pescanova anunciou recentemente que vai investir 200 milhões de euros na construção, em Mira, da maior unidade mundial de produção de pregado em aquicultura, a que se seguiu a norueguesa Strohl na produção de produção de linguado”, disse o responsável num almoço em Lisboa.
Basílio Horta, que falava nos “Almoços do Caldas”, organizados pelo partido CDS-PP sobre a “Internacionalização da Economia Portuguesa”, garantiu que o sector da aquicultura é uma das prioridades para o desenvolvimento da economia portuguesa.
Além disso, referiu que o QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) para 2007/2013, dá também particular destaque ao investimento nesta área de actividade económica.
O projecto da norueguesa Strol vem no seguimento do anunciado pela Pescanova, que prevê apoios na ordem dos 45 milhões de euros.
A unidade da Pescanova vai criar 286 postos de trabalho directos e mais 1.000 mil indirectos, devendo produzir anualmente 10.000 toneladas de pregado, dos quais 90 por cento para exportação.
Quanto às reservas ambientais levantadas em torno da aquicultura Basílio Horta garantiu que estão postas de parte: “Não vamos [por isso] perder um projecto destes”.
Aliás, Basílio Horta citou o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas, o qual realçou recentemente que “os projectos só são apoiados se foram ambientalmente sustentáveis”.
Perante o investimento da Pescanova em Portugal, Jaime Silva desafiou então os empresários portugueses a seguirem o exemplo da multinacional espanhola e a investirem no sector da aquicultura.
“Os empresários portugueses devem aproveitar os apoios financeiros que estarão disponíveis durante este período”, sublinhou o ministro.
A União Europeia prevê que 30 por cento do peixe consumido venha a ser oriundo da aquicultura e em Portugal essa quota não chega ainda aos seis por cento.
Fonte: Agroportal
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