A Associação de Produtores Biológicos de Vila Verde está a apostar na pecuária biológica, tendo por base as raças autóctones, ou seja, as aves de raça pedrês, a lusitânica e a amarela. No entanto, a produção de aves biológicas está condicionada pela inexistência de um local para abate “Em Vila Verde, temos mais problemas no abate porque não temos local, e só conseguimos colocar o produto no mercado depois de o abater”, refere o responsável pelo projecto.
Uma barreira que tem condicionado o crescimento e o desenvolvimento da produção “Aconselhamos a que a produção não aumente muito, porque não há local de abate, mas os produtores estão preparados para avançarem a qualquer momento. Depois de resolver esta questão, a produção de frangos torna-se rentável”, sustenta ainda Alexandre Melo.
Os produtores de Vila Verde juntaram-se aos seus congéneres de Terras de Bouro e da Póvoa de Lanhoso, já que todos têm a mesma estratégia nesta área. “Nós apostamos nas aves, Terras de Bouro nos cabritos e no gado barrosão e a Póvoa de Lanhoso está a apostar nos suínos bísaros”.
Parcerias
A associação está a trabalhar em parceria com os outros dois municípios para a promoção da produção e a sua comercialização “São raças que convém valorizar e apostar, e uma das formas de as produzir é através do método biológico”, refere, ainda, Alexandre Melo, que admite “algumas dificuldades, naturais, em projectos que estão a começar”, a que se acrescenta “a dificuldade por parte das entidades do sector agrícola apoiar esta actividade”.
Para o responsável vilaverdense, “a agricultura biológica não deve ser vista como concorrência, mas apenas como um modo de produção. É importante referir que a base deste tipo de agricultura até nem tem tanto a ver com a produção de alimentos saudáveis, mas com a produção, tendo em conta a protecção ambiental”.
Fonte: Jornal de Notícias
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