O chá verde tem um composto, denominado “epigalocatequina-3-O-galato” (EGCG), que se mostrou eficaz a prolongar a preservação das plaquetas sanguíneas e tecidos criopreservados, revelam dois estudos japoneses publicados na revista “Cell Transplantation”.
Internacionalmente, o período de armazenamento das plaquetas é limitado a cinco dias, enquanto no Japão ele é de apenas três dias.
Nestes dois estudos, liderados por Suong-Hyn Hyon, da Universidade de Quioto, no Japão, foi verificado que aquele componente do chá (um poderoso antioxidante) funciona ao evitar a apoptose (morte celular) e ao controlar a divisão celular.
Nas investigações, os cientistas verificaram que, ao acrescentarem EGCG aos concentrados de plaquetas, as funções de agregação e coagulação foram mantidas durante seis dias. Como explicação para o fenómeno, os investigadores sugerem que tal possa acontecer devido ao facto de o EGCG inibir a activação das funções das plaquetas e proteger as proteínas (de superfície) e os lipídios das células da oxidação.
No outro estudo, os investigadores verificaram que o mesmo composto conseguiu aumentar a duração da preservação dos tecidos da pele de ratinhos congelados para sete semanas a uma temperatura de 4 ºC, ao impedir os danos infligidos pelas baixas temperaturas.
Fonte: Saúde na Internet
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