Multiplicam-se as previsões de uma aumento da oferta de leite, a nível global, daas as perspectivas de aumento da produção nas regiões exportadoras, refere um analista do Food Board irlandês, Bord Bia.
Peter Duggan, so serviço de informações estratégicas do Bord Bia referiu que “é esperado, nos próximos meses, um aumento da oferta nas regiões-chave para a exportação de leite e produtos lácteos. Brasil e Argentina registaram o maior crescimento ao longo dos últimos quatro meses. Isso reflectiu-se numa evolução ffavorável do rácio entre o preço do leite e o preço das raços, combinadas com boas condições de pastagem durante o inverno no hemisfério sul”.
Peter Duggan indicou ao Feedinfo News Service que o abate recente de efectivos nos Estados Unidos, motivou um razoável aumento das produtividades por animal, que combinados com o incremento da substituição dos animais abatidos, fazem com que a produção tenha aumentado em dois por cento. E acrescentou “tanto a Austrália como a Nova Zelândia começaram a campanha 2010/11 de forma impressionante. A produção neozelandesa entre Junho e Agosto, subiu cinco por cento, e a australiana quatro, face ao mesmo período do ano passado”.
Olhando para o restante de 2010, Peter Duggan disse que espera que as entregas entre os principais exportadores mundiais aumentarão, referindo ainda que “as margens nos produtos lácteos sólidos deverão crescer na União Europeia, Brasil e Argentina. O pico de produção sazonal na Nova Zelândia aproxima-se, com um crescimento esperado na região de entre 5 e 8 por cento esperado para a campanha 2010/11, se as condições climatéricas continuarem favoráveis. Na Austrália, o maior volume de chuvas tem ajudado bastante as pastagens com uma previsão de crescimento da oferta para o próximo trimestre de três por cento. ”
Peter Duggan referiu ainda que se espera uma ligeira redução no consumo lácteo global em resposta ao fraco crescimento económico nas economias desenvolvidas e uma certa pressão dos preços nas economias em desenvolvimento, com o preço do leite no retalho a aumenta. Acrescentou que “apesar desta tendência, uma desaceleração no consumo deverá ser, pelo menos parcialmente, compensada pelo aumento das importações das regiões deficitárias como a Rússia ou o Paquistão, onde os abastecimentos foram interrompidos. Além disso, a produção de cereais poderá aumentar em várias regiões em resposta ao aumento dos preços dos alimentos para animais”.
Fonte: Anil
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