A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) divulgou o relatório anual de Monitorização de Resíduos de Pesticidas na União Europeia, cujos resultados indicam que 96 por cento das amostras se encontravam dentro dos limites máximos de resíduos (LMRs) legais, refere a ANIPLA em comunicado.
O director-geral da Associação Europeia da Indústria Fitofarmacêutica (ECPA) Friedhelm Schimder, referiu que os resultados demonstram a segurança nos alimentos consumidos na Europa e confirmam os esforços realizados pela agricultura europeia em salvaguardar a segurança alimentar.
«A chave fundamental para permanecer saudável é ter uma alimentação equilibrada rica em legumes e frutas. Mais uma vez o relatório confirma que os actuais riscos de existências de resíduos são compensados pelos benefícios de uma dieta acessível, equilibrada e saudável, que os produtos fitofarmacêuticos ajudam a assegurar. É necessário recordar que os produtos fitofarmacêuticos combatem as pragas e doenças que danificam a nossa fonte de alimentos seguros, acessíveis e nutritivos» disse Schimder.
Segundo o relatório da EFSA, é comum fazer interpretar-se de forma incompleta o significado e a finalidade dos Limites Máximos de Resíduos (LMRs), que são estabelecidos por três razões, nomeadamente, para assegurar que os resíduos nos alimentos não causam riscos inaceitáveis para a saúde do consumidor e para certificar que os produtos fitofarmacêuticos são utilizados de acordo com os usos autorizados, respeitando as indicações dos rótulos e evitando barreiras comerciais.
Tal como o relatório realça, os Limites Máximos de Resíduos (LMRs) são estabelecidos abaixo dos níveis que poderiam causar algum risco para os seres humanos, sendo a segurança completamente assegurada, cita a Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas (ANIPLA).
Os produtos fitofarmacêuticos são submetidos a exaustivos testes regulamentares para preencherem os rigorosos padrões exigidos para a sua aplicação, para que o seu uso não apresente riscos para a saúde humana.
Ainda segundo Schmider, a indústria fitofarmacêutica «trabalha para além das meras conformidades para assegurar que os pesticidas são usados de forma correcta», dando formação e sensibilizando os agricultores em toda a «Europa para a correcta utilização dos produtos fitofarmacêuticos, desde a aplicação à sua eliminação» porque «a segurança é essencial em todas as etapas de manuseamento deste tipo de produtos».
A ANIPLA conclui, no seu comunicado, que os resultados do relatório confirmam o consistente e excelente desempenho da agricultura europeia.
Fonte: ANIPLA e Confagri
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