As boas condições climatéricas, aliadas ao regresso das populações deslocadas às suas zonas de origem, permitiram um aumento da área cultivada na última campanha agrícola em Angola, que ultrapassou os 3,2 milhões de hectares.
“As áreas semeadas com as principais culturas na campanha agrícola 2004/2005 cresceram devido à reintegração no sistema produtivo das famílias de ex-deslocados e de refugiados e às boas condições climatéricas”, refere o relatório de avaliação hoje divulgado em Luanda.
O documento, elaborado pelo Gabinete de Segurança Alimentar do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, indica que as zonas cultivadas aumentaram cerca de 267 mil hectares em relação à anterior campanha.
Este relatório, que não especifica os valores de produção obtidos para cada cultura, salienta que foram cultivados cerca de 1,1 milhões de hectares de milho, 749 mil hectares de mandioca e 353 mil hectares de feijão.
Os dados agora divulgados indicam ainda que foram cultivados 182 mil hectares de amendoim, 145 mil hectares de batata-doce e 124 mil hectares de batata, entre outras culturas.
Nas regiões do centro e do sul do país, a cultura dominante foi o milho, por ser um dos principais produtos da alimentação local, o mesmo sucedendo com a mandioca nas zonas norte e leste de Angola.
A campanha agrícola 2004/05, que terminou em Outubro, envolveu mais de 2,2 milhões de famílias camponesas em todo o país.
Fonte: Agroportal
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