A organização ambientalista Greenpeace divulgou hoje um estudo que demonstra como a procura mundial de soja provoca a destruição da Amazónia, a maior floresta tropical do mundo.
De acordo com a investigação, a soja amazónica vai parar às prateleiras de supermercados e redes de “fast-food” da Europa.
“Estamos a destruir a maior floresta tropical do planeta para dar lugar à soja, uma espécie exótica, que será transformada em ração para alimentar gado e frango na Europa”, disse Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazónia do Greenpeace.
“Depois, este gado e este frango são vendidos no Mc Donald’s mais próximo e você pode estar a comer um pedaço da Amazónia”, acrescentou.
Segundo o Greenpeace , o relatório “Comendo a Amazónia” é resultado de uma investigação sigilosa realizada durante um ano nas regiões de produção e consumo de soja, baseada em análise de imagens de satélites, sobrevôos, análise de dados do governo brasileiro e pesquisas em campo.
O documento revela que as três multinacionais norte-americanas de produção agrícola que controlam a maior parte do mercado de soja na Europa – ADM (Archer Daniels Midland), Bunge e Cargill, – estão a impulsionar o desflorestamento ilegal da Amazónia.
“Este crime começa na Amazónia e estende-se a toda a indústria alimentar da Europa”, alertou o coordenador da campanha de Florestas da Greenpeace Internacional, Gavin Edwards.
A Greenpeace defende que as redes europeias de supermercados e de “fast food” devem certificar-se de que não estão a usar soja produzida na Amazónia nos seus produtos para não serem coniventes com a destruição da floresta.
A organização ambientalista está organizar diversas manifestações em países europeus para consciencializar a população para o problema.
Recentemente, um relatório da revista científica Nature alertou que 40 por cento da Amazónia serão destruídos até 2050 se a fronteira agrícola continuar a expandir-se ao ritmo actual.
Fonte: Agroportal
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