Ambiente: Doenças e destruição da floresta ameaçam sobrevivência dos símios

As doenças, a destruição da floresta e a pobreza humana são as principais ameaças à existência dos símios em todo o mundo, que poderão extinguir-se numa geração, segundo num estudo divulgado hoje pelas Nações Unidas.

A agência da ONU para o ambiente, a UNEP, apresentou em Londres o primeiro Atlas Mundial dos Grandes Símios, que situa no mapa do planeta Terra as seis espécies de macacos existentes e explica os perigos que enfrentam.

Os dados, segundo os autores, não são optimistas, já que indicam que algumas espécies poderão desaparecer no prazo de uma geração humana.

A ocupação humana, a destruição dos habitats através do abate de árvores ou da exploração do minério e doenças como o vírus Ébola colocam em perigo a sobrevivência dos chimpanzés, gorilas e orangotangos em África e na Ásia.

Actualmente existem 350 mil exemplares dessas famílias a viver em liberdade, o que significa que há no planeta 20 mil humanos por cada chimpanzé.

O estudo revela, por exemplo, que num prazo de cinco anos os orangotangos poderão perder metade da sua população em certas partes da Indonésia e que é crítica a sua situação na ilha de Sumatra, onde só já existem 7.300 exemplares em liberdade.

A maioria destes orangotangos vive na província de Aceh, afectada pelo “Tsunami” no ano passado e que durante décadas foi cenário de um conflito entre o governo indonésio e os rebeldes separatistas.

O orangotango de Bornéu está em melhor situação, já que existem 45 mil exemplares, se bem que o número total baixou muito em relação aos que havia em meados do século XX.

O gorila de montanha da República Democrática do Congo e um gorila que habita na fronteira entre a Nigéria e os Camarões, estão entre as espécies em claro perigo de extinção com uma população de 700 e 250, respectivamente.

Ainda segundo o estudo, o vírus do Ébola é também uma grande ameaça para os gorilas e chimpanzés de toda a Africa Ocidental equatoriana.

Além das epidemias, os chimpanzés e os gorilas africanos enfrentam também os humanos que os caçam para comer a sua carne e que contribuem para a destruição do seu habitat, explica o Atlas.

Fonte: Agroportal

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