As águas subterrâneas localizadas em zonas costeiras correm riscos crescentes de salinização devido a fenómenos relacionados com as alterações climáticas, como a subida das águas do mar e a maior frequência de secas em Portugal. A conclusão consta da II Fase do Projecto SIAM, um estudo sobre impactos e medidas de adaptação às alterações climáticas em Portugal, que será publicado em Novembro.
“Fizemos um estudo do impacto das alterações climáticas sobre as águas subterrâneas. Os aquíferos costeiros, em particular no Algarve, correm um maior risco de salinização (intrusão de água do mar) no futuro devido à subida da água do mar e à sobre-exploração resultante da maior pressão sobre os aquíferos devido à redução da precipitação”, disse à Lusa o coordenador do SIAM, Filipe Duarte Santos. Este ano, devido à seca, já foi preciso reduzir em 50 % a captação no aquífero Querença-Silves.
“Com a tendência para o aumento dos fenómenos extremos, como a seca, há que acautelar a sustentabilidade deste tipo de exploração”, frisou o especialista.
Fonte: DN
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