Os países industrializados estão disponíveis para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, como o dióxido de carbono (CO2), entre 15 e 21 por cento até 2020, informou a Organização das Nações Unidas (ONU), na conferência climática a decorrer em Bona até sexta-feira.
Os valores indicados ainda estão distanciados dos 25 e 40 por cento defendidos pelos cientistas, quando faltam 115 dias para o início da conferência de Copenhaga, onde será discutido o sucessor de Quioto, que expira em 2012, sem haver dúvidas sobre os que os países estão dispostos a fazer.
O patamar dos 15-21 por cento, a níveis de 1990, baseia-se nos planos da Rússia, Japão, Canadá e países da União Europeia (UE), para que as emissões dos 39 países industrializados reduzam entre 10.700 e 9.800 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020, contra as 12.500 milhões de 1990.
Segundo a ONU, os países que propõem maiores reduções são a Suíça, Noruega, Liechtenstein e os membros da EU, com o Canadá, Japão, Bielorrússia e Rússia no extremo oposto.
Estes números excluem os Estados Unidos da América (EUA), o segundo maior emissor mundial, depois da China, que não ratificou Quioto. A nova administração Obama prontificou-se a reduzir as suas emissões, mas a proposta que apresenta para 2020 é apenas de 14 por cento.
Yvo de Boer, presidente do secretariado da Convenção da ONU para as Alterações Climáticas, considera que os países ricos estão a «milhas de distância» do que é necessário para cumprir a meta defendida pelos líderes do G8 em Julho, como reduzir as emissões em 80 por cento até 2050.
A conferência de Bona, onde estão reunidos 2.400 delegados de 180 países, deverá ainda verter as 200 páginas da proposta para o novo acordo mundial. De combate às alterações climáticas, que deverá custar 212 mil milhões de euros por ano.
Fonte: Público e Confagri
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal