O sector agro-alimentar está a crescer e a feira Alimentaria Lisboa 2009 manteve o número de empresas participantes, mas a crise económica reflecte-se na área ocupada, que desceu face à anterior edição, afirmou o responsável da Feira Internacional de Lisboa.
Em declarações à agência Lusa, o director-geral da Feira Internacional de Lisboa (FIL), Javier Galiana, avançou que «o número de expositores manteve-se face à anterior edição da Alimentaria, mas os 32 mil metros quadrados ocupados representam uma redução de cerca de 15 por cento», referindo que «sector agro-alimentar está em crescimento», uma tendência seguida, por exemplo pela área da carne, pesca e aquicultura», referiu.
O responsável faz questão de realçar que a quebra da área ocupada, «devido à crise», é menos acentuada que aquela registada nas feiras deste sector, principalmente europeias, onde atinge 35 a 40 por cento.
A Alimentaria Lisboa, que segundo a organização é o maior salão alimentar e de bebidas da Península Ibérica, começou no domingo e decorre até quarta-feira, na FIL.
As estimativas referidas por Javier Galiana referem que a Alimentaria é «ponto de partida» para a concretização de negócios entre expositores e visitantes de cerca de 175 milhões de euros, com um impacto de 7,5 milhões de euros na actividade económica de Lisboa.
Há ainda a contabilizar a «exposição mediática da cidade e do país na imprensa nacional e estrangeira que valoriza a agro-indústria e outros sectores económicos estratégicos como o turismo», salienta um comunicado da organização da Alimentaria.
A feira deverá receber 36 mil profissionais, de 32 países, com mais de duas mil marcas de produtos tão variados como água, cerveja, vinho, azeite, congelados, carne, pastelaria, mas também equipamentos, tecnologias ou embalagem para a indústria do ramo alimentar.
Entre os países «compradores« na feira estão os PALOP e europeus, mas também Estados Unidos da América (EUA), Japão, norte de África e África do Sul ou América do Sul, especificou Javier Galiana.
O director-geral da FIL frisou que a Alimentaria é um projecto em evolução e a edição de 2009 já integra alterações como a aposta em algumas áreas.
Este ano, a escolha foi para os sectores dos vinhos e restauração.
Por outro lado, Javier Galiana salientou a «redobrada atenção aos pequenos compradores», ou seja, às lojas de menores dimensões que não estão integradas em centrais de compras, de modo a «dar resposta às necessidades de todos», no sector.
O director-geral da FIL lembrou que, actualmente, a área da alimentação «apresenta uma cada vez maior concentração na grande distribuição».
Na edição de 2009 da Alimentaria, os «produtos de grande consumo» estão em relevo em termos de presença, e o responsável exemplifica com os casos da carne e derivados, dos produtos lácteos, dos congelados e conservas.
Javier Galiana disse que o sector agro-alimentar representa oito por cento do Produto Interno Bruto (PIB) português e factura cerca de 12,5 mil milhões de euros.
Fonte: Confagri
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