Uma dieta salgada pode aumentar em 10% o risco de desenvolver cancro no estômago, alerta um estudo de larga escala, publicado no American Journal of Clinical Nutrition.
O estudo sul-coreano avaliou informações sobre a dieta e estilo de vida de mais de 2,2 milhões de pessoas daquele país, com idades entre os 30 e 80 anos. De acordo com o Coreia Central Cancer Registry, ao longo de 7 anos, 9.620 homens e 2.773 mulheres desenvolveram cancro do estômago. E, segundo o líder da investigação, Jeongseon Kim, do National Cancer Center Research Institute, em Goyang-si, Coreia do Sul, as pessoas que preferiam alimentos salgados tiveram um aumento de 10% no risco de desenvolver cancro gástrico.
A forma como o sal é consumido pode ser um factor importante no risco de desenvolvimento da doença. Um estudo japonês mostrou que o sódio em forma de sal de mesa aumenta os riscos de doenças cardíacas, mas não de cancro; por seu turno, os alimentos já salgados, como o peixe processado (incluindo o bacalhau), estariam associados a cancro do estômago, mas não a problemas cardiovasculares.
Os especialistas alertam, por isso, as pessoas de países cujas taxas de cancro de estômago são mais elevadas, especialmente os asiáticos, para tomarem cuidados especiais com a alimentação, de forma a reduzir esses riscos.
As directrizes de saúde da Europa e dos EUA recomendam que se evite a ingestão excessiva de sal com o objectivo de reduzir os níveis da pressão arterial, responsáveis por doenças cardiovasculares que podem ter consequências fatais.
Fonte: Saúde na Internet
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal