O presidente da Associação Portuguesa de Engenharia Zootécnica (APEZ) defendeu ontem, em Castelo Branco, que Portugal pode diferenciar-se pela qualidade ao nível da alimentação, aplicando os conhecimentos dos especialistas nesta área.
“A engenharia zootécnica pode e deve interferir em toda a cadeia alimentar. Numa área com regras cada vez mais rígidas, saber transformar, trazer valor acrescentado ao que produzimos, Portugal consegue diferenciar-se pela qualidade” disse António Ferreira, na abertura do XVI Congresso de Zootecnia.
O responsável da APEZ desafiou os agricultores nacionais “aqueles que ainda acreditam na agricultura” a aceitarem a ajuda nas áreas técnicas e científicas.
Sobre a 16ª edição do congresso, subordinado ao tema “Saber produzir, saber transformar”, cujos trabalhos decorrem até sexta-feira em Castelo Branco, destacou o “mérito” da associação a que preside em organizar um evento “feito todos os anos com a ‘prata da casa’, com apoios de escolas e universidades e que nunca foi interrompido”.
Já António Moitinho, presidente do conselho directivo da Escola Superior Agrária de Castelo Branco, onde o congresso tem lugar, classificou a reunião científica da área da produção animal como “a mais importante do país”.
“Já lá vai o tempo em que a agricultura e a pecuária era uma questão prioritária para os nossos governantes. Somos um país de importadores e não de produtores”, lamentou.
Defendeu a colaboração entre agricultores e técnicos para que a produção se faça “com qualidade e diferenciação”.
“Competitividade não é só fazer bem. À fazer melhor que os outros”, afirmou.
Fonte: Agroportal
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