A quantidade de água armazenada nas barragens do Sotavento algarvio resultante das chuvas do último trimestre do ano passado é “mais que suficiente” para abastecer a região, garantiu hoje o administrador-delegado da Águas do Algarve.
Segundo Artur Ribeiro, as chuvas do último trimestre de 2005 permitiram um encaixe de água na ordem dos 65 milhões de metros cúbicos nas barragens do Sotavento (Odeleite-Beliche) e de cerca de 15 milhões nas do Barlavento (Funcho, Arade e Bravura).
Completamente cheia está a barragem do Arade, utilizada apenas para a agricultura, estando a da Bravura com 50 por cento da sua capacidade, a de Odeleite-Beliche com 46 por cento e a do Funcho com 22, adiantou aquele responsável.
Os dados foram revelados hoje, em conferência de imprensa promovida para fazer o balanço da campanha regional para o consumo racional da água lançada em Abril pela Águas do Algarve e que terminou em Setembro.
De acordo com o balanço feito aos jornalistas pelo administrador da empresa, no último trimestre de 2005 houve uma redução do consumo de água no Algarve em cerca de 30 por cento, comparativamente ao mesmo período de 2004.
Artur Ribeiro mostrou-se satisfeito com a redução, mas diz que esta tem mais a ver com a pluviosidade que se verificou nesses meses do que com a poupança de água levada a cabo pelos consumidores.
“De 2004 para 2005 fornecemos menos 10 milhões de metros cúbicos de água, mas grande parte foi substituída pelas captações municipais”, disse, acrescentando ser difícil perceber que motivos concretos levaram à redução.
“Por outro lado, como este ano choveu e em 2004 não choveu quase nada, gastou-se menos água na agricultura”, rematou, lembrando que o período de seca já se arrastava desde Outubro de 2003.
“Se as pessoas mantiverem hábitos de poupança na ordem dos 10 por cento, já é francamente positivo”, resumiu Artur Ribeiro.
Segundo aquele responsável, as câmaras de Faro, Tavira e Olhão são as únicas que ainda não atenderam ao pedido da empresa para desactivar os furos abertos por causa da seca e que já não são necessários.
Adianta ainda que a Câmara de Faro está a introduzir na rede 64 por cento de água proveniente de captações municipais, a de Tavira cerca de 50 por cento e a de Olhão 40.
“As Câmaras fazem isto porque lhes sai mais barato, mas a qualidade da água não é a mesma”, frisou, acrescentando que aquelas autarquias estão a desrespeitar o contrato de concessão e fornecimento de água firmado com a empresa.
Fonte: Agroportal
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