Algarve à conquista dos milhares de turistas que viajam pela gastronomia e vinhos

Degustar galinha cerejada de Monchique ou provar alguns dos 80 vinhos produzidos no Algarve pode ser o álibi para conquistar 2 600 milhões de turistas europeus, cuja principal motivação para viajar é gastronomia e vinhos.

«Há 600 mil turistas europeus que colocam no topo das suas motivações para viajar e passar férias a gastronomia e os vinhos», disse Fátima Coelho, do Turismo do Algarve, durante o seminário “Hotelaria e Gastronomia”, que decorreu terça-feira na Universidade do Algarve. Há ainda dois milhões de turistas europeus que têm como segunda motivação para viajar o turismo gastronómico.

É a pensar no potencial económico dos turistas gastrónomos, e com base no Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT), que o Turismo do Algarve está a traçar e a implementar um plano para diversificar a oferta no sector da restauração e bebidas.

A criação de experiências integrais, como por exemplo uma estadia num hotel com prova de vinhos e visita a festivais gastronómicos da sardinha e do marisco, é apenas uma das actividades que pode servir de justificação para os turistas gulosos se deslocarem à região, explicou Fátima Coelho, durante o tema “Turismo e Gastronomia Regional”.

Oferta de festivais “gourmet”, criação de rotas turísticas, apostar na formação profissional e organizar eventos gastronómicos, à semelhança da “Semana Gastronómica” em todo o Algarve em 2009, são outras hipóteses para conquistar um nicho de mercado que até 2015 se prevê que «atinja 1,2 milhões de turistas em Portugal», referiu o Turismo do Algarve, através de Fátima Coelho.

O turista europeu que viaja motivado pela gastronomia e vinhos gasta, por dia, entre 150 a 450 euros, viaja no mínimo uma vez por ano, podendo somar até cinco viagens por ano, têm entre 35 e 60 anos e goza de um elevado nível sócio-cultural, explicou Fátima Coelho.

Dos todos os turistas europeus que viajam motivados pela comida, os franceses são o povo que mais procura o turismo gastronómico, cerca de 16 por cento, seguidos pelos holandeses, 15 por cento e, em terceiro lugar, estão os ingleses, com 11 por cento, indica um estudo feito no âmbito do PENT.

Estes turistas ficam, por norma, três a sete dias em cada uma das estadias e procuram os destinos entre três a cinco vezes por ano, ou seja, «são bons turistas para termos no Algarve», realçou Fátima Coelho, referindo que o estudo do PENT indica ainda que França, Itália, Espanha e Holanda procuram Portugal em «terceiro lugar» como destino turístico gastronómico.

Um dos intervenientes no seminário, o secretário geral da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), José Manuel Esteves, observou que depois do «clima», «monumentos» e «simpatia do povo», a «restauração» em Portugal vinha em quarto lugar na lista do «grau de satisfação do turista».

Fonte: Confagri

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