O governo alemão rejeitou a ideia de introduzir um imposto sobre alimentos prejudiciais à saúde, como propõe o partido ambientalista e que está em vias de se concretizar na Roménia e já é uma realidade em Taiwan.
“É errado pensar que se pode mudar a consciência das pessoas sobre os alimentos através de impostos ou de proibições”, disse hoje a ministra da Agricultura e Defesa do Consumidor, Ilse Aigner.
A ministra democrata-cristã respondeu assim, indirectamente, à proposta da líder parlamentar de Os Verdes, Renate Kuenast, a favor da proibição da publicidade aos doces na televisão.
A dirigente ambientalista disse ao jornal Rheinische Post que, para combater o aumento da obesidade entre as crianças e jovens, “é necessário proibir a agressiva publicidade aos doces, sobretudo na televisão”.
Aigner não foi sensível ao argumento e repudiou também as exigências dos ambientalistas para a instauração de um imposto sobre a chamada fast food (comida confeccionada rapidamente, em moldes industriais), considerando-as como “puro populismo”.
A governante alemã mostrou-se ainda convicta de que uma boa alimentação “é uma questão de postura íntima”.
Na opinião da ministra, “cada um deve decidir o que é melhor para si” e o papel do governo é dar todas as informações aos consumidores “para que possam alimentar-se de forma saúdavel e equilibrada”.
O ministro da Saúde da Roménia, Attila Cseke, anunciou na semana passada que vai propor um imposto sobre a fast food, as bebidas adocicadas e os doces.
A receita obtida com o referido imposto, que poderá atingir mil milhões de euros, destinar-se-á a financiar programas de saúde pública, disse ainda o político romeno.
Um em cada quatro romenos é obeso, segundo estatísticas oficiais. Cseke inspirou-se no exemplo de Taiwan, que anunciou, em finais de Dezembro, um imposto idêntico, extensível também às bebidas alcoólicas.
Em Taiwan, 25 a 30 por cento das crianças têm excesso de peso, segundo cálculos do governo.
Na Europa, a França recusou no Outono de 2008 um requerimento de um deputado da assembleia nacional para se aumentar o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) sobre alimentos pouco saudáveis, como batatas fritas e tabletes de chocolate.
Na ocasião, a ministra da Saúde gaulesa, Roselyne Bachelot, alegou que o referido aumento “atingiria sobretudo as camadas mais pobres da população”.
Fonte: Diário Digital
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