Ajuda: Alimentos distribuídos serão o dobro de 2008

Os alimentos que chegam às famílias carenciadas serão mais do dobro do que no ano passado, com a Segurança Social a prever distribuir este ano 17,6 mil toneladas, provenientes dos excedentes da Política Agrícola Comum (PAC), em relação às 7,6 mil toneladas distribuídas em 2008.

No ano passado, quase 375 mil portugueses receberam ajuda alimentar da União Europeia, um investimento de 12,6 milhões de euros. Este ano, o Ministério da Agricultura tem 23 milhões de euros para gerir na ajuda às famílias carenciadas, realizada, posteriormente, pela Segurança Social.

O aumento de alimentos disponíveis resulta de uma decisão da EU, que aumentou o investimento no Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC), e, paralelamente, de uma descida acentuada nos preços dos alimentos nos mercados internacionais, o que permitiu adquirir ainda mais quantidades.

Arroz, cereais ou leite em pó «são adquiridos pela Comissão Europeia, que retira do mercado, para garantir um rendimento mais elevado aos agricultores», no âmbito da Política Agrícola Comum, explicou o director-adjunto do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura. «São esses alimentos que, agora, vão ser entregues às populações carenciadas», concluiu Pedro Ribeiro.

Estes alimentos «são essenciais para estas famílias, tão necessitadas, que, em muitos casos, se encontram, pela primeira vez, numa situação de carência», afirmou a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet. No terreno, são as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que recebe os alimentos e os distribui pelos mais pobres.

Fonte: Diário Digital

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