A amostra da água contaminada com uma “substância tóxica”, ingerida domingo por um homem de 59 anos, em Estremoz, só hoje seguirá para análise. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que coordena as investigações, escusou-se a adiantar ao DN qual o laboratório que vai proceder às análises, limitando-se a afirmar que se trata de “um laboratório credenciado” – “pode ser o Instituto Ricardo Jorge, ou não”.
Depois de uma primeira actuação da PSP de Estremoz, o caso foi entregue ao Ministério Público (MP), que ontem, por sua vez, encarregou a ASAE das investigações. Acontece que só ao final do dia é que o MP passou a pasta àquela Autoridade. Dado o adiantado da hora, só hoje é que a garrafa por onde Alfredo Peres bebeu a água seguiu para o laboratório, para se apurar qual a substância tóxica que obrigou a um internamento urgente da vítima no Hospital São Francisco Xavier (Lisboa), em estado muito grave. Ontem, fonte hospitalar comunicou que o estado de saúde de Alfredo Peres já é “estável”. Recorde-se que Alfredo Peres caiu ao chão, contorcendo-se de dores, logo após ter ingerido água da marca Água da Nascente, que teria comprado pouco antes no supermercado Lidl de Estremoz.
Fonte da ASAE disse ao DN que está em cima da mesa a possibilidade de a garrafa não ter sido comprada no Lidl – “precisamos de falar com a vítima, para apurar este facto”. A mesma fonte sublinha que “as primeiras indicações apontam para que este tenha sido um caso isolado”.
Ainda assim, por prevenção, o Lidl já ordenou a retirada de todos os seus supermercados da Água de Nascente. Mas a possibilidade de existirem retalhistas a vender garrafas da mesma marca (uma marca branca comercializada pelo Lidl) está a ser investigada pela ASAE.
Entretanto, em declarações à Lusa, a Associação de Consumidores de Portugal (ACOP) já fez saber que, nestes casos, a responsabilidade “cabe em primeira linha” ao produtor.
Contactada pelo DN, a empresa produtora (de origem beirã) enjeitou responsabilidades, garantindo que “não usa produtos químicos ou abrasivos no fabrico e engarrafamento” da água – “e temos como provar isto”, sublinhou o responsável da empresa, que apresentou uma queixa-crime contra incertos.
Fonte: Diário de Notícias
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