Arruda dos Vinhos e Sertã lideram a lista dos concelhos com pior controle de qualidade da água, não tendo feito qualquer análise em 2004, segundo a associação ambientalista Quercus, que considera esta situação «intolerável».
A associação ambientalista elaborou o seu «ranking» a partir de um relatório oficial sobre a Qualidade da Água em 2004 e identificou sete municípios que não enviaram informações sobre o controlo de qualidade ao Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR).
Arruda dos Vinhos e Sertã assumiram que não efectuaram controlo de qualidade da água em 2004, Cuba e Almeirim estão em litígio com as empresas responsáveis pela recolha e análise da água e Meda, Vila Nova de Foz Côa e Lajes do Pico não apresentaram qualquer justificação para a falha na apresentação dos resultados.
A Quercus exigiu, num comunicado, que sejam apuradas responsabilidades e tomadas medidas para resolver a situação, pedindo que sejam aplicadas penalidades aos municípios infractores.
Na lista de concelhos com pior controlo de qualidade, juntam-se a Arruda e Sertã, Alijó, Vieira do Minho e Montalegre, cuja percentagem de análises em falta variou entre 80 e 93 por cento.
Em 26 dos concelhos que reportaram os seus dados ocorreram mais de 50 por cento de análises em falta.
Quanto aos concelhos com pior qualidade da água, em 20 sete situam-se nos Açores. Os cinco primeiros lugares são ocupados por:
Calheta (Açores), Nordeste (Açores), Ribeira de Pena (Vila Real), Lajes das Flores (Açores) e Crato (Portalegre).
No total, verificaram-se em quase 12 mil análises (2,7 por cento) violações dos parâmetros legais, sobretudo no caso do pH (19,4 por cento), ferro (6,7 por cento) e bactérias coliformes (6,4 por cento), tendo esta «implicações preocupantes para a saúde pública».
O problema das análises em falta não afecta só os pequenos municípios: cidades com mais de 50 mil habitantes como Leiria, Ponta Delgada, Porto e Évora falharam mais de 90 por cento de análises.
A Quercus aponta também alguns casos exemplares como Barrancos, Belmonte, Bombarral, Esposende, Santiago do Cacém, Sines, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia e Vila Nova da Barquinha.
Os ambientalistas defendem que a informação sobre a qualidade da água deveria constar das facturas, já que esta «seria uma forma eficaz de aumentar a transparência em relação à qualidade do serviço prestado e ao preço cobrado».
Fonte: Diário Digital
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