Agricultura é uma das principais áreas de aplicação da nanotecnologia

A medicina, a agricultura e a electrónica são as áreas onde o impacto económico e científico das Nanociências e Nanotecnologias mais se fará sentir nos próximos anos, disseram hoje cientistas reunidos em Braga.

“Do futuro desta área da Ciência e Tecnologia é esperado um elevado impacto sócio-económico para a Europa”, disse João Sentieiro, presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, na sessão de abertura da Conferência de Alto Nível sobre Nanotecnologia, a decorrer na Universidade do Minho, em Braga.

A conferência, realizada no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia e que termina hoje, junta decisores políticos, cientistas e responsáveis por empresas nas áreas da nanociência e da nanotecnologia.

“A nanotecnologia é a tecnologia de fabricar estruturas com moléculas e átomos. É como se os tijolos usados na nanotecnologia fossem os átomos e as moléculas”, explicou Luís Magalhães, presidente da agência para a Sociedade do Conhecimento.

Na área da agricultura, um projecto desenvolvido em França e em Itália promove “uma forma inteligente de produzir vinhos”. Na prática, os produtores de vinho colocaram nos seus terrenos uma rede de sensores, sem fios, que monitoriza continua e directamente a produção.

O sistema, que ainda não está comercializado, permite monitorizar as plantas e o ambiente em redor, adquirindo uma consciência mais profunda das mudanças no terreno, permitindo optimizar tarefas como a rega e a aplicação de pesticidas.

Na conferência participam responsáveis por cerca de vinte e cinco laboratórios de investigação de dez países e do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia que está ser instalado em Braga.

O laboratório foi criado, em Novembro de 2005, durante uma cimeira entre Portugal e Espanha e pretende vir a constituir-se como um laboratório de “excelência científica internacional”. Luís Rivas, presidente da comissão instaladora, disse à lusa que em 2008 vão começar as obras de construção do centro e começaram a ser contratados os primeiros dos duzentos investigadores com quem o Laboratório Ibérico irá trabalhar.

Fonte: Agroportal

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