O sector da Agricultura «é o que está a resistir mais à crise», afirmou à Lusa o ministro Jaime Silva, após uma visita a uma empresa de produção de saladas embaladas, em Almancil.
Dando o exemplo concreto da empresa que acabara de visitar, o ministro da Agricultura explicou que a Vitacress «apesar da forte crise em Espanha, conseguiu aumentar as exportações em 22 por cento».
Jaime Silva fez uma visita às várias propriedades da empresa situadas em plena zona nobre do turismo algarvio, encostadas à Quinta do Lago.
O Agrião, que é plantado em enormes tanques e precisa de crescer num ambiente semi-aquático, é depois sujeito a um apertado controlo de qualidade e embalado em sacos de plástico, pronto-a-comer. A Vitacress, que pertence ao grupo RAR (sediado no Porto), com um volume de negócio anual na ordem dos 800 milhões de euros, produz anualmente mil toneladas de agrião, quase totalmente para os mercados ibérico e britânico.
Jaime Silva ficou surpreendido com a sofisticação e competitividade daquela exploração agrícola intensiva, salientando o facto de estarem a ser ali utilizadas «as técnicas mais modernas da reutilização da água», com uma taxa de 96% de reutilização.
«É notável, uma eficiência do uso da água, todo o sistema de nivelamento e impermeabilização do terreno, do mais moderno que há no mundo», disse.
O ministro explicou que decidiu fazer esta visita porque queria conhecer um investimento de sucesso que «gostaria de ver repetido pelo país, também porque criam muito emprego».
O Ministério da Agricultura tem já 20 milhões de projectos aprovados, «mas o nosso objectivo, no âmbito do Proder, é termos 200 milhões de euros até 2015, dinheiro que está reservado para o Algarve».
A visita foi também simbólica com o objectivo de mostrar que «contrariamente ao que se diz, os projectos estão a ser aprovados, os contratos assinados e o dinheiro está a chegar aos agricultores».
«Vou conseguir o objectivo, claro que sim, nós estamos, em termos de utilização de verbas, de candidaturas aprovadas e em termos de dinheiro comprometido, a meio da tabela na União Europeia, e estamos à frente da Espanha e da Itália», explicou.
O titular da pasta da Agricultura salienta ainda que o ministério não está a apoiar investimentos exclusivamente na base do programa Proder, «fechámos a 30 de Junho os programas Agro e Agris que também apoiam investimento».
Saíram dos cofres do Ministério da Agricultura, com co-financiamento de Bruxelas, desde 1 de Janeiro até 30 de Junho, 385 milhões de euros referentes á totalidade dos programas de apoio á agricultura.
Quanto ao desemprego no sector, o governante afirma que Portugal normalmente importava mão-de-obra, – «todos os anos tínhamos muitos pedidos para recrutar sazonalmente ucranianos, marroquinos» – e que agora os pedidos são menos, mas continua a ser preciso recorrer a mão-de-obra de fora.
Fonte: Agroportal
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