O secretário-geral da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), Luís Mira, afirmou ontem que o sector deve criar valor acrescentado para ganhar competitividade.
Luís Mira, que falava à margem de um seminário organizado pela CAP, explicou que a falta de competitividade da agricultura portuguesa comparativamente a outros países da Zona Euro tem a ver com a organização do Estado, mas também com o facto de os agricultores criarem valor acrescentado.
O secretário-geral da CAP recorreu ao exemplo de Itália, cujas explorações agrícolas são em média mais pequenas do que em Portugal, para explicar que a falta de rendimento e competitividade não está directamente relacionado com o tamanho dos terrenos.
“Em Itália, os agricultores não vendem uva, vendem vinho. Não vendem o produto em bruto”, salientou.
Para Luís Mira, “falta o agricultor ir mais longe: não se preocupar só em produzir, mas preocupar-se em adicionar valor acrescentado”.
O responsável da CAP disse ainda que “é fundamental posicionar a agricultura como um sector fundamental para resolver parte das questões que Portugal tem”, já que é preciso um sector produtivo para sair da crise.
Por outro lado, o presidente da CAP, João Machado, salientou que “é preciso saber lutar por uma política agrícola que convenha a Portugal”.
Fonte: Agroportal
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