A Universidade de Oxford, no Reino Unido, conduziu um estudo de cinco anos, em parceria com outras duas instituições, no qual concluiu que as explorações de agricultura biológica são melhores para a vida selvagem do que a agricultura convencional.
O estudo abrangeu 180 explorações agrícolas britânicas, tendo-se constatado que aquelas que se dedicavam à agricultura biológica contavam 85 por cento mais espécies de plantas, 33 por cento mais morcegos, 17 por cento mais aranhas e cinco por cento mais aves do que as explorações convencionais.
O estudo foi financiado pelo governo do Reino Unido e já foi considerado o maior levantamento de sempre sobre agricultura biológica. Concluiu-se que a exclusão de pesticidas sintéticos e de fertilizantes é a diferença fundamental; além disso, são também importantes a menor dimensão das explorações, o maior número de pastagens e a maior altura e grossura de sebes, que são 71 por cento mais compridas.
As sebes estão cheias de arbustos nativos produtores de bagas que alimentam uma grande variedade de insectos, aves e morcegos. São, por isso, uma das razões que justificam a maior biodiversidade encontrada em explorações de agricultura biológica.
O estudo da Universidade de Oxford sublinha que, actualmente, apenas três por cento das explorações agrícolas britânicas são biológicas, pelo que existe largo espaço para a expansão desta prática agrícola sustentável.
Fonte: Confragi
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