Agricultores e ambientalistas manifestaram-se, ontem, em Lisboa, contra o cultivo de milho modificado geneticamente, que consideram uma ameaça à agricultura tradicional e à saúde dos consumidores. Num protesto seguido atentamente pelos pombos, no Terreiro do Paço, agricultores de vários pontos do país “semearam” milho não transgénico pela praça e ofereceram a quem passava vinho e broa feita com “a última colheita portuguesa de milho não contaminado”.
A Plataforma Transgénicos fora do Prato inclui várias associações ambientalistas como a Quercus, Geota e Liga para a Protecção da Natureza, além da Confederação Nacional dos Agricultores (CNA).
Os promotores da manifestação querem que o Governo aplique “uma moratória ao cultivo de transgénicos em Portugal”, acusando a regulamentação actual (que prevê a coexistência entre milho modificado e milho natural com uma distância de segurança) de ter sido “feita à pressa” e sem condições para controlar a coexistência.
Apesar de instalados em frente ao Ministério da Agricultura, os cerca de 20 manifestantes limitaram-se hoje a “chamar a atenção da opinião pública” para o milho transgénico, como disse à Lusa o agricultor João Vieira, do Cadaval. “Uma espiga (de milho transgénico) é uma arma na mão das multinacionais que pode ser usada contra os povos”, afirmou.
Fonte: JN
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