Agricultores de kiwi passam a ter linhas de crédito próprias

A Associação Portuguesa de Kiwicultores (APK) e a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo apresentaram o Plano de Promoção às Plantações de Kiwi, que inclui linhas de créditos próprias para o sector, associadas ao PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural.

O presidente da APK, Alberto Rebelo, atribui a importância dessas linhas ao facto de a kiwicultura exigir do agricultor “alguns gastos e custos”, já que, “depois de se plantar [o terreno], esse demora cinco anos até produzir”.

“É preciso dispor de capitais próprios (…) e é crucial ter prazos alargados de liquidação [do crédito]”, realçou esse responsável.

“Consciente deste delicado problema, a APK trabalhou para ter linhas de crédito protocoladas com os principais bancos que trabalham em Portugal”, acrescentou.

A resposta surgiu por parte da Caixa de Crédito Agrícola, cujo representante para a Área Metropolitana do Porto, José Cunha da Silva, disse esperar que as novas linhas “tenham aceitação e que os agricultores as vejam como uma necessidade, até para ultrapassarem as dificuldades”.

O objectivo é que esse programa financie a fundo perdido até 40 por cento do investimento do kiwicultor, cabendo então à Caixa Agrícola assegurar até 60 por cento da restante verba necessária ao projecto.

No processo estão envolvidas as caixas da Área Metropolitana do Porto, do Noroeste e do Vale do Sousa e Baixo Tâmega, o que corresponderá à área em que o presidente da APK situa os cerca de 900 kiwicultores em actividade no país.

José Cunha da Silva acredita que a esses empresários se deverão agora juntar outros agricultores, que terão na produção de kiwi “uma nova perspectiva para o seu futuro”.

No apoio ao desenvolvimento desses projectos, a APK lidera todo o processo, mas nele está também envolvida a consultora de engenharia agronómica Espaço Visual, que ficará responsável pelas candidaturas ao financiamento por parte do PRODER.

José Cunha da Silva diz que os empréstimos em causa não têm montante máximo estipulado. Cada caso será avaliado individualmente, tendo em linha de conta “a qualidade do empresário no acesso ao crédito” e “o concelho em que esse está instalado”.

Fonte: Agroportal

Veja também

Consumo de café aumenta resposta ao tratamento da hepatite C

Os pacientes com hepatite C avançada e com doença hepática crónica que receberam interferão peguilado …