Os agricultores alentejanos queixam-se da morte de animais devido à seca, mas o Governo desmente e continua a negar a declaração do estado de calamidade pública.
Entretanto, 75 por cento de Portugal encontra-se em seca extrema e a produção de cereais de Outono/Inverno sofreu quebras produtivas de ordem dos dois terços. Esses são os principais motivos que suportam as exigências dos produtores, assim como a consequente morte do gado.
O Jornal de Notícias falou com o agricultor António Pirrolas, que explicou que, «como não chove há um ano, os campos estão cheios de pó. As ovelhas estão a comer pasto cheio de terra e a respirar ar repleto de poeria». Assim, «o sistema respiratório dos animais fica congestionado», pondo em causa a sua sobrevivência.
Mas o Governo nega que a morte de animais se deva em grande parte à seca. O mesmo jornal entrou em contacto com a Associação de Criadores de Ovinos do Sul, que recolhe, diariamente, gado morto nas explorações. Determinou que tanto se recolhem cadáveres magros como cadáveres gordos, pelo que o braço de ferro entre agricultores e governante deverá continuar.
Fonte: JN
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