A Adega Cooperativa de Cantanhede, que realiza amanhã o 13.º encontro de associados, vai mostrar a sua aposta na tecnologia, centrando a sua apresentação nos novos desafios e projectos em que se envolveu.
A cooperativa integrou uma parceria com a Universidade de Aveiro sobre o genoma da baga, que está actualmente a ser desenvolvida no Parque Tecnológico de Cantanhede. Os objectivos são desenvolver novos fermentos vínicos e leveduras, identificar a microflora associada à podridão das uvas e investigar a área da fitopatologia.
«Podemos dizer que os investigadores estão a desenvolver uma espécie de chip de ADN para a baga. E, se conseguirem descobrir o que está por detrás de doenças e fungos patogénicos, abre-se caminho para o desenvolvimento de um só produto que os consiga aniquilar», explicou o presidente da adega cooperativa, José Carlos Salgueiro.
Por isso, este projecto pode ser decisivo para a valorização da casta baga que continua a ser a aposta de «80 por cento das vinhas de associados da adega», apesar de ser «difícil», cita o Jornal de Notícias. «As outras castas existem em todo o lado, mas a baga não. É quase exclusiva da Bairrada e é isso que a valoriza».
Fonte: Jornal de Notícias
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