A Associação Agrícola de São Miguel (AASM) garantiu hoje que o sector só vai decidir eventuais medidas de luta contra a redução do preço do leite à produção depois do encontro de quinta-feira com o presidente do Governo Regional.
O presidente da AASM, após a assinatura de um protocolo com uma instituição financeira, adiantou aos jornalistas que o sector está “tranquilo” e só tomará uma decisão quanto às formas de luta a adoptar após ouvir a posição de Carlos César.
Em causa está a anunciada redução por indústrias do preço do leite a pagar aos produtores da ilha de São Miguel (65 cêntimos por cada cem litros), uma decisão que os dirigentes associativos consideram ter sido tomada unilateralmente, apesar das várias reuniões para negociação.
Jorge Rita admitiu hoje que, apesar da audiência quinta-feira com o Presidente do Governo açoriano, a discussão sobre o preço do leite poderá “não ficar fechada”.
Segundo disse, sempre que se discute o preço do leite, os ânimos da indústria e produção exaltam-se, mas o sector vai “esperar para ver”, até porque “o cheque do leite só começa a ser pago a partir de 15 de Fevereiro”.
Jorge Rita sublinhou ainda que, pela primeira vez, a opinião pública açoriana demonstra estar ao lado dos produtores de leite, o que considerou ser “extremamente importante” para as reivindicações do sector.
O presidente da AASM falava após a assinatura de um protocolo com uma instituição de crédito privada que vai facultar “uma panóplia de instrumentos financeiros”, que estarão ao dispor dos sócios e funcionários da associação e Cooperativa União Agrícola já a partir de quinta-feira.
Taxas de juro mais “apelativas” no crédito à habitação, automóvel e compra de terrenos, bem como maior rapidez processual são vantagens, que Jorge Rita afirmou serem exemplificativas de que o banco “vê na agricultura um grande potencial nos próximos anos”.
Fonte: Agroportal
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