Açores: Produção biológica com certificação em curso

Desenvolver a produção biológica e facilitar os processos de certificação aos empresários açorianos que investem neste sector é um dos principais objectivos da cooperativa BioAzórica que promove o curso “Controle de qualidade em modo de produção biológica MPB”.

Os números oficiais, recolhidos junto da Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário, apontam para a existência de 31 produtores biológicos com certificação, dos quais, 13 em São Miguel; 10 na Terceira e oito em São Jorge, ocupando 100 hectares do território açoriano.

Comparando com dados de 2006, que apontavam para a existência de 15 explorações certificadas nas ilhas, o crescimento duplicou, porém, as entidades promotoras da agricultura biológica acreditam que este número possa aumentar.

Em declarações ao jornal A União, Marcela Sobral, colaboradora da BioAzórica, cooperativa que promove, dias 22 e 23 deste mês, em Angra, o curso, refere que «na realidade existem mais produções biológica do que as que estão certificadas».

Ajudar os produtores no processo legal de certificação dos seus investimentos é o principal objectivo da formação, bem como a compreensão dos processos de controlo para a obtenção dessa certificação e dos critérios que são avaliados para a garantia de qualidade da produção.

Ao longo do Verão de 2008, a cooperativa realizou um levantamento sobre as práticas agrícolas locais, deslocando-se a cinco ilhas do grupo central, para avaliar as especificidades e potencialidades da agricultura biológica nessas ilhas.

O investimento em acções de formação para a certificação desses produtos relevou-se uma necessidade levantada pelos próprios produtores, sendo que a «falta de informação», acaba por ser um dos entraves.

A colaboradora da BioAzórica diz que o objectivo é «incentivar o processo de certificação, não só pelo carácter legal, mas no sentido de estimular os produtores nas suas explorações e garantir a qualidade dos bens ao consumidor», explicou.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a definição de agricultura biológica traduz-se num «sistema de produção holístico, que promove e melhora a saúde do ecossistema agrícola, ao fomentar a biodiversidade, os ciclos biológicos e a actividade biológica do solo».

Ou seja, trata-se de uma produção que privilegia o uso de boas práticas de gestão da exploração agrícola, em lugar do recurso a factores de produção externos, conseguido, «através do uso de métodos culturais, biológicos e mecânicos em detrimento da utilização de materiais sintéticos».

Aumentar o número de produtores biológicos é, pois, uma das principais metas da cooperativa BioAzórica nos Açores, com base na sustentabilidade económica e ambiental deste mercado no arquipélago, escreve A União.

Fonte: Confagri

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