Açores: II Congresso da Carne vai reunir este ano 200 participantes

O II Congresso da Carne dos Açores decorre na ilha Graciosa entre 25 e 27 de Novembro e vai juntar mais de 200 participantes, 90 por cento dos quais agricultores, anunciou hoje a organização.

Na apresentação do evento, o director regional do Desenvolvimento Agrário, Joaquim Pires, adiantou que vão ser abordados temas como “A alimentação para a produção de carne”, “Factores de qualidade da carne de bovino”, “O mercado da carne” e ainda “Será possível distinguir a carne açoriana de outras carnes”.

No congresso, participam igualmente investigadores universitários, consultores de agro-pecuária, técnicos e empresários do sector, que efectuarão também visitas a três explorações de bovinos de carne da ilha Graciosa.

Durante a apresentação do II Congresso da Carne dos Açores, o presidente da Associação Agrícola da Graciosa garantiu que o preço do quilo de carne bovina pago ao produtor aumentou 1.50 euros naquela ilha. Luís Henrique sustentou que o aumento se verificou unicamente para as raças charolês, limusine, cruzados e simental, que são vocacionadas para a produção de carne.

“Os animais produtores de leite, da raça holstein, e que foram para abate e venda de carne foram pagos sem qualquer aumento”, referiu aquele dirigente associativo.

Luís Henrique sublinhou que, apesar da existência recente da rede regional de abate, as empresas gestoras das salas de desmancha “ainda não pagam o valor por quilo de carne que é atribuído pelos exportadores de animais vivos”.

Segundo Luís Henrique “o processo de abate dos animais na região vai ser lento e as mais valias daí resultantes só serão maiores quando aquelas entidades resolverem aumentar o preço do quilo de carne”.

O director regional do Desenvolvimento Agrário confirmou que “se assiste um aumento do número de animais abatidos nos matadouros do arquipélago e um decréscimo da exportação dos animais vivos”.

De acordo com os números oficiais, em 2004 foram abatidos na região 36.794 bovinos e até Setembro deste ano esse número ascende já a 32.806.

Joaquim Pires reafirmou a opção do Governo regional por estratégias de valorização da carne dos Açores, nomeadamente a sua classificação como produto de Indicação Geográfica Protegida (IGP).

Para esse efeito, acrescentou, são disponibilizados apoios técnicos e científicos para a utilização das melhores raças produtoras de carne e criada uma rede regional de abate que responde às exigências dos critérios europeus da qualidade e segurança alimentar.

Luís Henrique defendeu, por seu turno, que a carne dos Açores “é de excelência”, pelo facto de resultar “de animais adaptados às especificidades da região, que está isenta de patologias, e alimentados em pastagens quase biológicas, numa produção extensiva”.

Por outro lado, realçou, os produtores estão mais próximos dos consumidores, o que pode aumentar significativamente o grau de confiança.

Fonte: Agroportal

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