O presidente do Governo Regional desafiou hoje os produtores de carne dos Açores a darem um “decisivo impulso” ao processo de certificação do produto, na sequência da conclusão da rede de abate das ilhas.
Carlos César, que falava na inauguração do novo matadouro da ilha do Pico, que concluiu a rede regional de abate, salientou que cabe, agora, às associações de produtores desenvolver o processo de certificação.
A região “deu já início a vários processos de caracterização e de qualificação dos produtos agro-alimentares” do arquipélago, com vista à valorização das produções locais, salientou o chefe do executivo açoriano, no segundo dia de uma visita do Governo à ilha do Pico.
Segundo disse, estas iniciativas fazem-se, porém, “com os produtores e as suas organizações”, que “devem e podem ser depositárias das marcas e denominações de protecção” das suas produções. “É isso que deve acontecer, mais intensamente, no caso da carne bovina açoriana, transmitindo-se um novo e decisivo impulso nessa área”, destacou.
Vários produtores das ilhas já criaram uma cooperativa destinada a gerir a carne com Identificação Geográfica Produzida (IGP), um produto que a Federação Agrícola dos Açores espera que esteja no mercado até final do ano.
O novo matadouro do Pico foi inaugurado hoje, durante a visita estatutária que o Governo Regional está a efectuar à ilha, mas só entrará em funcionamento dentro de dois meses, porque existem ainda equipamentos em falta e testes por concluir.
A nova infra-estrutura custou 3,5 milhões de euros e vai permitir responder, com todas as condições de higiene e segurança, a todas as necessidades de abate de gado bovino da ilha.
Com este investimento, os matadouros dos Açores passam a poder abater, desmanchar e empacotar a toda a carne produzida na região, permitindo abandonar a exportação de gado vivo para o continente.
Fonte: Lusa
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