Os agricultores queixam-se que os custos de produção não param de aumentar e procuraram um compromisso do Presidente do Governo Regional. A Lavoura está preocupada com os aumentos dos custos de produção, designadamente, das rações e do combustível, e pretendeu obter respostas por parte do Executivo, particularmente, no que se refere aos constantes aumentos dos combustíveis.
À saída da reunião, Carlos César disse que as medidas desenvolvidas pelo Governo Regional têm permitido que o rendimento dos agricultores seja aferido de forma mais positiva do que no restante território nacional, referindo ainda que se há algo que pode ser dado por adquirido na política agrícola é que, desde os combustíveis aos apoios aos agricultores, as medidas desenvolvidas pelo Governo Regional têm permitido que o rendimento dos agricultores açorianos seja aferido de forma mais positiva do que no restante território nacional.
Isso tem acontecido, prosseguiu o presidente do Governo, não só na área da carne e do leite, mas também no que se refere à diversificação, sublinhando que tal enfatiza uma atenção continuada ao sector agrícola, que é tido como “fundamental no nosso modelo de desenvolvimento e na nossa estrutura social e produtiva”.
Realçando que os Açores têm uma agricultura rejuvenescida – sendo mesmo, em termos relativos, a que mais jovens ocupa e, por isso, melhor futuro perspectiva – o presidente enalteceu o bom entendimento com as associações de produtores, o que permite melhor monitorização da evolução do sector.
Este encontro teve como resultado mais imediato a garantia, dada por Carlos César, de que o Governo deseja manter o preço do gasóleo agrícola a pelo menos metade do que custa no Continente e na Madeira, tomando por referência o seu preço actual, que é 58,6 por cento mais barato nos Açores.
Para além disso, ficaram também acertados outros apoios, nomeadamente aos adubos amigos do ambiente, às culturas ervenses e ao escoamento da carne, num conjunto que o presidente do Governo considerou determinante para a correcção do rendimento dos agricultores.
Para o presidente da Federação Agrícola dos Açores, “é fundamental” que o apoio já dado pela região a estes combustíveis se conserve para “manter o diferencial entre o gasóleo agrícola e o normal”. Jorge Rita frisou que se trata de uma discriminação positiva muito importante para os agricultores, tendo em conta “a subida vertiginosa dos custos de produção”, alguns “incontroláveis”.
Infra-estruturas agrícolas, desde caminhos, água, luz e próprio emparcelamento, foram outros temas abordados. “Sabemos que se tem feito muito nesta área, mas há algo a fazer nestas matérias, tendo em conta que se trata do principal sector económico da região”, acrescentou. Jorge Rita defendeu ainda a necessidade de “agilizar” o processo de regionalização do IFAP, para aproximar os agricultores a este instituto.
Fonte: Anil
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