Açores: Crescimento passa pela diversificação produtos lácteos

O secretário da Agricultura açoriano, Noé Rodrigues, defendeu hoje que o crescimento do sector leiteiro no arquipélago prende-se, para além da inovação, com a capacidade dos produtores e industriais de colocarem no mercado produtos inovadores.

“Não podemos continuar a produzir mais do mesmo”, afirmou Noé Rodrigues, que participou hoje no encerramento do V Seminário do Comité Nacional do Leite, que decorreu durante dois dias na ilha de São Miguel.

Para o governante, que sublinhou o facto de o sector do leite estar no “bom caminho” na região, se houver “engenho” para colocar no mercado produtos diferentes, “poderemos vencer a batalha” da competitividade; caso contrário, “as dificuldades serão grandes”.

Estudos, certificação dos produtos e campanhas de marketing são acções que o Executivo regional vai implementar a breve prazo, anunciou Noé Rodrigues, para incentivar o surgimento de novos produtos, que serão comercializados com marca Açores.

Segundo explicou, esta marca pretende dar notoriedade e sublinhar as vantagens dos produtos confeccionados a partir do leite produzido no arquipélago, sendo que em 2006 já haverá no mercado produtos com a marca Açores.

O secretário regional do Ambiente e Florestas, que aludiu aos investimentos realizados nas ilhas para criar infra-estruturas e modernizar o sector, adiantou que, para além da manutenção do mercado continental, as autoridades açorianas têm procurado conquistar novos mercados, como é o caso das Canárias.

O presidente do Comité Nacional do Leite (CNL), João Cotta Dias, que valorizou as potencialidades do leite produzidos nos Açores, defendeu a obrigatoriedade de se apostar na protecção da saúde humana e animal, bem como na segurança alimentar e ambiental para se conseguir vencer os desafios colocados no contexto europeu.

João Cotta Dias, que frisou o facto de Portugal ainda não dispor de uma plano nacional para o sector, como já acontece em Espanha, apelou aos produtores e industriais açorianos para se unirem, apostando na diversificação da sua produção, sob pena de perderem competitividade.

“A dicotomia produtores/industriais já não faz sentido hoje em dia”, disse o presidente do CNL, lembrando que ambos são parte fundamental para que surjam no mercado “produtos inovadores”, como sobremesas lácteas.

Fonte: Agroportal

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