Açores: Carne com indicação geográfica começa a ser vendida 5ª feira ao continente

Os Açores começam a vender quinta-feira para o continente português carne produzida nas ilhas com indicação geográfica protegida (IGP), que será comercializada em estabelecimentos de três superfícies comerciais, anunciou hoje a Federação Agrícola do arquipélago.

Os primeiros bovinos IGP, originários da ilha do Faial, foram hoje abatidos no matadouro da ilha Terceira e destinam-se à comercialização no continente português, uma vez que, nas ilhas, ainda nenhum talho está certificado para a venda desta carne.

O processo de certificação da carne açoriana levou seis anos a concluir o que, para o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Virgílio Oliveira, “foi um desperdício de oportunidades para o desenvolvimento do sector da carne”.

Neste momento, estão certificadas 231 explorações autorizadas a produzir carne IGP, enquanto duas dezenas aguardam aprovação, estimando-se que sejam abatidos, anualmente, cinco mil animais com as características exigidas.

O organismo de controlo e certificação da carne IGP é o Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas (IAMA), através de uma Comissão Técnica de que faz parte a Federação Agrícola dos Açores.

A carne dos bovinos açorianos é considerada como Carne dos Açores de Indicação Geográfica Protegida (IGP) quando for proveniente das carcaças de bovinos nascidos, criados e abatidos nas ilhas do arquipélago, em moldes tradicionais de acordo com um caderno de especificações.

Como moldes tradicionais são considerados os critérios de crescimento em pastoreio e alimentação à base de erva.

Desde que a UE em 2003 reconheceu à região a possibilidade de produzir carne com IGP mais nenhuma outra carne produzida e comercializada no arquipélago, ou fora dele, pode ostentar na sua rotulagem a palavra Açores.

O programa de lançamento da carne IGP contou com um almoço de degustação da carne dos Açores, visita às explorações de produtores, e um seminário que debateu a sua produção e comercialização.

Em declarações à agência Lusa, um responsável da operação sublinhou que a “carne com o selo de Indicação Geográfica Protegida é paga ao produtor com uma valorização de 32 por cento em comparação com o preço de carcaça da restante carne produzida na região”.

Fonte: Agroportal

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