Os agricultores do Pico do Vime, concelho de Angra do Heroísmo, estão a sentir dificuldades no abastecimento de água «devido à falta de investimento em infra-estruturas hidroagrícolas», denunciou ontem António Ventura, candidato do PSD à presidência do município.
António Ventura salientou que «os cortes de água à lavoura chegaram este ano mais cedo», acusando a Câmara de Angra do Heroísmo, de maioria socialista, «de faltar à promessa de resolução do problema, feita em Julho do ano passado».
O candidato social-democrata, que falava numa conferência de imprensa realizada no final de uma visita a uma exploração agropecuária, onde o proprietário confirmou a falta de água, frisou que «ninguém lhe deu justificações, nem tão pouco foi avisado».
António Ventura recordou que o Governo regional anunciou «em Julho de 2008 vastos investimentos», através de fundos comunitários, para «assegurar a articulação do investimento governamental com as câmaras e garantir um abastecimento sem grandes sobressaltos».
«Passados 10 meses, ainda não existe nenhuma nova estrutura hidroagrícola e os problemas continuam iguais», denunciou, acrescentando que «os investimentos anunciados em Janeiro também não foram executados e a maioria dos postos de distribuição de água à agricultura no concelho estão encerrados».
Por esse facto, segundo António Ventura, «há agricultores a percorrer diariamente cerca de 10 quilómetros para se abastecerem de água».
O candidato do PSD às eleições autárquicas de Outubro disse ainda que a situação actual é «incompreensível» e resulta de «um acumular de desleixos no planeamento e na gestão sustentável da água», porque «foram insuficientes os investimentos feitos pela autarquia e pelo executivo regional».
António Ventura apontou como solução «o aumento do número de estruturas hidroagrícolas de captação, armazenamento e distribuição de água, não só as lagoas artificiais como as respectivas redes de abastecimento».
Fez também notar que, este ano, a quantidade de precipitação é menor do que em igual período do ano passado e, por isso, defendeu «a existência de duas redes para abastecimento, para a pecuária e para os cidadãos».
Fonte: Confagri
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