Abertura ao domingo criaria 2.000 postos de trabalho

O presidente executivo da Sonae SGPS, Paulo Azevedo, não vê com bons olhos a legislação que implica o encerramento das grandes superfícies ao domingo. Até porque o fecho neste dia à tarde coloca o Continente em «desvantagem competitiva» face a outras cadeias alimentares em Portugal [supermercados], além de gerar menos emprego.

«É uma distorção à concorrência. É uma pena, uma injustiça muito grande e já toda a gente percebeu que não tem justificação possível», disse o CEO da Sonae à margem da apresentação de resultados do Grupo que se realizou no Porto.

“Há uma grande confusão entre grandes superfícies e grandes cadeias de supermercados. Das cinco grandes cadeias alimentares só uma é que tem de fechar ao Domingo à tarde, que é o Continente”, salienta. “Não é rentável, fazemos isto por serviço e para não perder clientes, é uma questão que não tem justificação”, mas “ainda assim, o Continente soma e segue”, acrescentou.

No actual cenário macroeconómico, o encerramento das grandes superfícies gera desemprego. Note-se que, em Dezembro e por causa da época de Natal, o Continente está aberto todo o dia e «se assim continuasse duas mil pessoas que deixam de ter trabalho em Janeiro já o teriam», alertou Paulo Azevedo.

O CEO da Sonae afirmou ainda que a questão «sai e entra em agenda, mas ainda nada está resolvido», sublinhando que a situação «sempre foi muito má» para o Grupo. Note-se que o Continente, actualmente, só está aberto ao Domingo de manhã, situação que Paulo Azevedo considera que «não é rentável porque é durante muito pouco tempo».

Sonae quer entrar em Angola ainda este ano
O presidente da Sonae anunciou entretanto que, se tudo correr conforme previsto, a entrada da empresa no mercado angolano poderá acontecer já este ano. “Se tudo correr normalmente é natural que arranque este ano”, disse Paulo Azevedo, na apresentação de resultados da empresa.

No entanto, segundo o presidente da Sonae, apesar da entrada no mercado angolano ser uma operação muito importante, há “algum risco político e económico”. “Temos de encontrar maneira de sermos bem-vindos, de sermos queridos a nível político, não são investimentos de curto prazo por isso obrigam a decisões certas”, sublinhou.

O modelo de investimento ainda não está decidido, acrescentou o gestor. “Há abertura de espírito para qualquer modelo desde que seja coerente”, avançou o responsável, acrescentando que a empresa espera receber um estudo sobre o mercado angolano “dentro de duas semanas”.

Fonte: Anil

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