A Comercialização do Tomate em Portugal

O tomate é o fruto da planta Lycopersicon Lycopersicum, membro da família Solanacea, típica dos climas temperados.

Cerca de metade da produção mundial de tomate (fresco e para a indústria) é produzida no Continente Asiático, sendo a China, com um peso de 25%, o maior produtor do mundo. O Continente Americano é responsável por 20% da produção mundial, destacando-se os Estados Unidos da América, com 10%. A Europa produziu em 2008, cerca de 16% da produção de tomate, destacando-se a Itália, com um peso de 5% na produção mundial.

As Áreas de Mercado mais representativas em Portugal são o Oeste, o Algarve e o Grande Porto, produzindo-se vários tipos de tomate como Alongado, Cacho, Cereja, Redondo e Sulcado.

Embora os tomates sejam frutos no sentido botânico do termo, não têm a mesma doçura das outras frutas. Ao invés, esta doçura é substituída no tomate por um ligeiro sabor amargo e ácido. Os tomates são preparados e cozinhados como outros legumes, e é por isso que são categorizados dessa forma.

O tomate possui riquíssimas propriedades culinárias e nutricionais. Ao seu baixo valor calórico associam-se valores baixos de gordura, de proteínas, e de hidratos de carbono. Como em qualquer vegetal, o colesterol está ausente. A sua cor vermelha característica deve-se à presença de licopeno, um pigmento que abunda no tomate maduro e funciona como antioxidante, protegendo o organismo contra a acção dos radicais livres.

Devido ao seu conteúdo em água e potássio, trata-se também de um excelente hidratante, alimento próprio para Verões intensos e praticantes de desporto.

O cultivo de tomate em estufa predomina largamente sobre o cultivo de ar livre. Na região Norte, cerca de 92% da área é de estufa, tendo a grande maioria das estufas, estrutura metálica, mas sem sistema de climatização. No Algarve, cerca de 53% da área de tomate fresco é produzido em estufa. Este regime de produção contribuiu com mais de 70% da produção de tomate regional. A produção por hectare chega a atingir as 80 toneladas.

Para o tomate produzido em regime de ar livre, a campanha de produção-comercialização decorre de meados de Junho a Setembro no Oeste e a Outubro no Algarve, enquanto que a campanha do tomate de estufa efectua-se durante todo o ano.

O maior volume de transacções ocorre nos meses de Verão, dado o elevado consumo deste produto hortícola em saladas. 80% do tomate é comercializado através das Organizações de Produtores, apresentando alguma importância os Mercados Abastecedores e as grandes superfícies no escoamento deste legume.

O saldo da balança comercial tem vindo a aumentar nos últimos anos, subiu de -16,4 para 2,6 milhões de euros, respectivamente em 2005 e 2009. O tomate é, a seguir à batata, o produto hortícola mais adquirido ao exterior e representa 10% do valor total da entrada de hortícolas. A Espanha é o principal fornecedor, com um peso superior a 90% do valor, seguindo-lhe a França, com 6%. Em relação às vendas de produto ao exterior, o tomate foi, no ano de 2009, o principal produto vendido ao exterior. Nos últimos três anos, têm-se verificado um aumento no valor das vendas. Espanha e o Reino Unido são os principais compradores de tomate português.

Em Portugal, nos últimos vinte anos, o consumo de tomate fresco aumentou, tendo atingido nos últimos anos um volume médio de 108 mil toneladas.

O aumento da importância desta cultura na região de Entre Douro e Minho, tendo em vista quer a boa aceitação do produto pelos consumidores regionais, quer pela saída de importantes quantidades de tomate para outros países da União Europeia.

Fonte: Confagri

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